segunda-feira, 18 de abril de 2016

crepúsculo

O crepúsculo cai
e com ele a noite fria
que surge como alma sombria
que se alimenta da luz do luar.

Suas brisas gélidas
são como as mãos da morte
trazendo em seus braços
a cruel calmaria intensa.

Suas nevoas brancas
cobrem o horizonte
como se fosse uma virgem
sendo protegido pelo véu da pureza.

O brilho das estrelas se tornam olhos famintos
que observam o sono dos justos
que acompanha os trabalhadores noturnos
e que conversam entre si
sobre o pecado do mundo.

O anoitecer termina
e com ele se vai a noite fria
dando lugar a alvorada
que vem de braços dados com a amada
esperança de novos sonhos
que seduzem e faz viver




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