terça-feira, 3 de julho de 2012
Aurora que me faz sonhar
Nesse teu olhar que devora,
Que me faz esmorecer,
Escondes o desejo que me tens,
És meu oceano e eu, tua sereia.
Amo-te assim ,desejo-te mais
Meu insaciável furacão,
Com o mesmo amor mudo
Que um poeta ama a paixão.
Mar revolto que me afogas,
Salva-me desse naufragio,
Me perfuma com seu cheiro,
Ora de enigma, ora de fascínio.
Assim como queima seus beijos,
me faz queimar em seu fogo,
És o deus do meu anseio intenso,
Que me toma e doma a loba dentro de mim.
Ah! Essa tortura... minha delícia...
Que tão suave mas tão forte,
Fazes renascer na tua carícia,
´por tantas vezes beirando a morte.
Teus languidos carinhos...
Tua pele, tuas mãos nervosas...
Com movimentos desejosos,
me faz viajar em nuvens
Muitas vezes me tens perdida,
Na tua sanha misteriosa,
São teus beijos... ou mordidas,
Que me colhem tensa rosa.
faça-me tua amante...
Com risos, desse meu sem jeito,
Mas pousas, logo, num instante,
Lábios e mãos sobre meu peito.
Serena, tal lua em céu bordado,
Sob teus suspiros e gemidos,
Meu grito em lume arrebatado,
Ecoa em silêncios consumidos.
Minha sede em ti se sacia,
Minha alma em ti se revigora,
Das minhas noites de agonia,
Tu és a luz da minha aurora.
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